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Notas biográficas
Quem é Dom Luciano?

Nasce no Rio de Janeiro em 5 de outubro de 1930. Aos 17 anos entra na Companhia de Jesus. Cursa Filosofia em Nova Friburgo entre os anos de 1951 a 1953 e, em Roma, estuda Teologia de 1955 a 1958.

É ordenado bispo em 2 de maio de 1976 pelo Papa Paulo VI e por 12 anos desenvolve seu ministério como bispo auxiliar do Cardeal Paulo Evaristo Arns em São Paulo, na Região Leste 1, uma das regiões operarias e pobres da cidade.

Foi-lhe ainda confiada à coordenação da ação pastoral dos menores abandonados e dos que tem pendências com a lei. Neste período organiza casas para acolher as crianças abandonadas.
Em 1988 foi nomeado bispo de Mariana em Minas Gerais. Assume várias funções a serviço da Igreja. O trabalho na CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil) como secretario geral de 1979 a 1987 e como presidente de 1987 a 1994. Membro do Conselho permanente do Sínodo dos Bispos em 1987. Membro da Pontifícia Comissão Justiça e Paz desde 1992. Vice-presidente do CELAM (Conselho dos Bispos Latino-Americanos) de 1995 a 1998.

Como bispo de Mariana deu um forte impulso pastoral. Entre outras realizações podem ser citadas: A organização da Arquidiocese em cinco regiões pastorais; Uma particular atenção à formação permanente do clero; Organização das pastorais do: catecismo, liturgia, infância, menor, juventude, vocação e ministério, familiar. Investimento nos meios de comunicação na organização de obras sociais para a educação e a promoção de jovens e dos pobres, assistência aos jovens e anciãos. Os múltiplos empenhos pastorais nunca o impediram de escutar e - se fosse possível – ajudar aqueles que batessem na porta de sua casa.

Ernesto Olivero (fundador do SERMIG e do Arsenal da Esperança), unido a Dom Luciano por uma amizade profunda de vinte anos, assim o descreve: “Homem que sabe esperar contra toda a esperança, com a sabedoria de um grande e a simplicidade de uma criança. A sua paciência é inesgotável, a sua bondade é enorme. Não tem hora para comer ou dormir, não se concede um segundo de repouso. Viaja continuamente apressado, de carro, avião, para cumprir a sua missão. Utiliza com freqüência a mídia de massa a serviço do Evangelho, evidenciando com extrema lucidez os problemas de seu país, do mundo e da Igreja. É alguém que não se contenta em já ter feito, mas faz, não se contenta em já ter amado, mas ama continuamente. O sofrimento físico foi seu companheiro nos últimos anos, mas não o impediu de continuar a amar”.

Em um acidente de automóvel na estrada de Belo Horizonte a Mariana, em fevereiro de 1990, fica gravemente ferido e Padre Ângelo Mosena, seu secretário, perde a vida. Depois do acidente sucederam-se diversas cirurgias. Por conta de uma transfusão de sangue Dom Luciano contrai Hepatite C, que contribuiu com um câncer no fígado, que o leva ao encontro do Pai domingo dia 27 de agosto de 2006.