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Enquanto o SERMIG prossegue sua atividade em apoio aos missionários, cresce o desejo de encontrar uma síntese entre o amor a Cristo e a sua Igreja, e a justiça para com os pobres. Nesta direção, o grupo procura encontrar várias testemunhas de vida, mestres capazes de transmitir valores fortes.
Com a mesma intensidade empregada no trabalho prático, o SERMIG mobiliza milhares de jovens para dialogar com Raoul Follerou, Dom Helder Câmara (foto), Roger Schutz, Madre Teresa de Calcutá... e vários expoentes do mundo político, sindical e religioso. Esses amigos nos ensinam a compreender que, permanecendo unidos a Jesus, como o ramo à videira, nada é impossível. Desta forma, se descobrem e se fortalecem as dimensões do dialogo e da oração.
O SERMIG decide destacar a importância destas duas atitudes com um compromisso semanal: nasce assim o “Encontro de terça-feira”, momento forte de oração e de partilha com os pobres, no qual o grupo encontra os amigos e as pessoas em busca de valores e de compromissos na solidariedade.
É tempo de “guerra fria”, de guerra no Vietnã e de terrorismo político na Itália, a reflexão do SERMIG se focaliza, sobretudo, no desarmamento. “As armas matam, não só uma vez, mas quatro vezes. A primeira: só pelo fato de serem pensadas e projetadas, tiram recursos destinados à vida, à saúde, à educação. A segunda: jovens cientistas que poderiam investir as suas inteligências para curar doença “incuráveis”, para aproveitar com mais respeito o planeta, para encontrar novas fontes de energias, mais respeitosas da vida, se colocam a serviço da guerra, inventando armas cada vez mais sofisticadas. A terceira: as armas quando usadas não brincam, matam de verdade.
A quarta: preparam a vingança. (Ernesto Olivero). Meditando a profecia de Isaias – que anuncia um tempo em que as armas serão transformadas em instrumentos de trabalho (Is. 2, 4) – começa a surgir em Ernesto, à intuição de procurar uma fabrica de armas para transformá-la numa casa a serviço da paz.
No mês de maio de 1978, o SERMIG abre um diálogo com políticos e militares para pedir a permissão de entrar no antigo Arsenal Militar de Turim, lugar símbolo de GUERRA e destruição, que há muito tempo havia caído no total abandono. A partir daquele momento, todos os dias, os amigos do SERMIG se encontram para rezar o terço nos arredores do Arsenal, uma maneira de cercar aquela antiga fábrica de armas com oração.
O envolvimento e a sensibilização de centenas de pessoas em torno deste novo sonho é uma das maneiras que o SERMIG encontra para dar um sinal de esperança numa época de grande ódio e divisão: “não é possível resolver todos os problemas, mas é possível ajudar o homem a despertar a esperança adormecida no seu coração, para que esta esperança se torne fonte de transformação” (Ernesto Olivero). As pessoas começam a reconhecer no SERMIG o dom de infundir esperança: se reforça e se alimenta assim o carisma Esperança.
No dia 29 de novembro de 1978 Ernesto encontra, pela primeira vez, o recém eleito Papa João Paulo II. Concluindo o encontro, o Papa dirige-se a Ernesto pronunciando a seguinte frase: “De vez em quando, volte a me visitar”. Após receber esse convite, Ernesto ainda encontraria o Papa João Paulo II por mais de 70 vezes. Leia mais |
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