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Não
há presente e futuro sem jovens
Ouve-se dizer que os jovens são o futuro, mas isso soa falso, até parece
mentira...
Nos dias de hoje, os jovens estão desamparados, são os mais pobres dentre
os pobres.
Não há liberdade sem responsabilidade
“Liberdade é poder fazer o que bem entendo”, “só a mim mesmo presto contas”,
“não devo satisfação a ninguém...os jovens devem assumir o presente e o
futuro.
Movimento de jovens para os jovens
Devemos reformular o mundo a partir dos jovens, de sua criatividade, de
seu entusiasmo,
de sua tenacidade...Que o terceiro milênio tenha o sabor dos jovens. |
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NÃO
HÁ PRESENTE NEM FUTURO SEM JOVENS
Todos dizem que os jovens são o futuro: é falso e mentiroso. Falso, quando
se tira dos jovens, a responsabilidade do presente e do futuro. Mentiroso,
porque a nossa geração se vê obrigada a seguir um caminho, traçado por forças
e poderes maiores do que nós, jovens. Caminho que se perde no nada, sem
que se ofereçam possibilidades reais de mudança de rota, de reformulação,
de transformação da nossa vida. Jovens, vivemos numa espécie de terceira
guerra mundial, sem fronte nem horizonte, entre as ruínas dos princípios
traídos pelos adultos, em meio ao desabamento dos grandes valores morais
e dos milhares de companheiros mortos à toa, por nada.
É verdade que muitos, dentre nós, jovens, enfrentando o muro do egoísmo
e do medo, tornaram-se administradores, professores, artistas, operários,
empresários esclarecidos e responsáveis, monges e monjas, com um grande
futuro diante de si.Parece minoria, mas são sinal de que entre nós, jovens,
há ainda um pouco de terra fértil, capaz de produzir frutos de esperança
para nós mesmos e para os outros. A maioria dos jovens, porém, enganada
pela miragem do bem estar e do sucesso fácil, é sufocada por uma crescente
aridez espiritual, e acaba sentindo-se traída pelo próprio fato de viver:
são os mais pobres dentre os pobres.
Queremos que os adultos peçam perdão aos jovens por suas mentiras, sabendo
que, adultos e jovens, somos todos co-responsáveis pelo mal. Esperamos que,
nesse pedido de perdão, se unam filósofos, políticos, homens e mulheres
do mundo da cultura, admitindo ter errado ou não ter feito o suficiente. |