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Manifesto
dos Jovens
Através
do diálogo com os jovens de mais de 400 grupos nasceu o MANIFESTO DOS
JOVENS: a redação de seu compromisso assumido, para uma mudança que dará
futuro à humanidade.
Quero encontrar sentido para a minha vida, que é única e irrepetível,
para vivê-la sem guerra, violência ou medo; quero esperar no futuro.
Empenho-me para que cada homem e cada mulher possa valorizar as
próprias potencialidades, para que ninguém seja explorado.
Quero entender o que é bem e o que é mal, quero viver em um mundo
onde existe o perdão e de onde a vingança seja abolida.
Empenho-me a mudar a vida, se errei.
Quero lutar contra a escravidão que nos propuseram como liberdade
e que matou muitos rapazes e moças como eu. Empenho-me para que
todos tenham acesso aos instrumentos de comunicação e para que a informação
esteja a serviço da pessoa.
Quero amar e entender, na liberdade, o que é a verdade.
Empenho-me para que o trabalho possa ser um bem para toda a humanidade.
Quero ter a liberdade de crer e de não crer, e de professar a minha
fé em cada parte do mundo.
Empenho-me para que todos os recursos e as riquezas sejam igualmente
utilizados e distribuídos, para contribuir para a construção de um mundo
melhor, quero que a Terra seja respeitada.
Apresentação
do MANIFESTO DOS JOVENS
O
diálogo com os jovens de mais de 400 grupos deu origem ao manifesto
dos Jovens: texto do compromisso que assumem de mudar o futuro da
humanidade.Dez pontos que resumem suas esperanças e seus melhores desejos.
É um manifesto que não utiliza a linguagem jurídica, porque quer falar,
mais em profundidade, ao coração de cada mulher e de cada homem; não pára
na medida da justiça e do direito, porque pretende afirmar os valores
do amor e da fraternidade. Os jovens querem reformular o mundo a partir
deles.
Pedem aos homens e as mulheres de cada nação e cultura que acreditam
no bem e na paz; pedem aos Grandes do Mundo, que podem ir à Lua
e a Marte, declarar guerra a uma nação e destruí-la;
pedem aos Grandes da comunicação, que podem transformar o verdadeiro
em falso e o falso em verdadeiro;
pedem aos Grandes da economia e das finanças, que cedem à tentação
contínua de fazer do ganho o fim e não um meio; pedem aos Grandes da ciência
e da filosofia, sempre expostos ao risco de usar para fins ignóbeis, a
pesquisa e a cultura;
pedem aos responsáveis das Grandes religiões, que às vezes transformam
“Deus” em “Ódio”; pedem aos Grandes formadores de opinião, mestres
do efêmero, que podem sufocar na humanidade a procura do sentido. a
todos pedem que se abram ao coração e ao espírito dos jovens.
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